banco sonoro amazônico

2022-

projeto em andamento / etapa #2
bancosonoroamazonico.com.br

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A última fronteira, o inferno verde, o grande vazio. Expressões difundidas reiteradas vezes pelas vozes que fabricam de fora a noção de Amazônia — manifestada em propagandas governamentais, filmes exotizantes, grandes exposições documentais. Palavra que foi sendo reivindicada por dentro e que hoje figura como um agregado de valor, para além de um território em disputa. A Amazônia tornou-se marca, constituindo-se como uma unidade, múltipla que é, infinitamente plural.

O Banco Sonoro Amazônico surge então, como um modo específico de atenção a esse lugar. Por meio de uma prática de escuta menos intencional, na medida em que se quer atenta, constrói-se pouco a pouco, em etapas, a partir de encontros, vivências, caminhadas e, sobretudo, de repousos. Trata-se de um acúmulo por meio do som, de durações variáveis, a partir de experiências ordinárias nos mais diversos contextos da realidade amazônica. 

Nesse sentido, o BSA configura-se menos como um arquivo exaustivo, institucional e objetivo, do que como um projeto poético e relacional, construído a partir do encontro entre um corpo em deslocamento e o que esse território oferece ou silencia.

Hospedados no website http://bancosonoroamazonico.com.br e organizados por meio de categorias poéticas, os elementos sonoros são licenciados via creative commons, e podem ser reutilizados por outros artistas em filmes, músicas, instalações, performances, entre outras práticas de investigação interessadas na relação entre som e paisagem, além da livre fruição.

Trata-se, portanto, de um projeto utópico dada a escala entre corpo e território. Ainda assim, o Banco Sonoro Amazônico deseja-se constituir como um dispositivo de memória construído ao longo do tempo, múltiplo, acumulável e reutilizável. Um recurso público de mídia sonora, acessível a qualquer tempo e espaço, de circulação livre e a longo prazo.






canto do pássaro. printscreen de waveform. imagem digital, 2022-2026.



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Primeira etapa do projeto realizada com recursos do Prêmio PREAMAR de Arte e Cultura 2022 / Secretaria de Cultura do Pará.


Segunda etapa a ser realizada através do projeto “Banco Sonoro Amazônico : Etapa Carajás”, através do Edital de Cultura Digital, na categoria Projetos de Criação, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura 2025.